


Hoje não me entregaram o jornal Folha de S.Paulo, na minha casa, conforme o contratado.
Liguei para o teleatendimento e vivi um drama sufocante, que me custou uma hora e tanto entremeada por diálogos surreais, desculpas teratológicas, num enredo diabólico, dividido em quatro telefonemas, onde eu não tinha razão e era culpado por aquilo que reclamava.
Disseram que eu não era mais assinante da Folha de S. Paulo. Ou seja: "- Tá reclamando do quê, se não te conheço?". Depois, eu teria cancelado minha própria assinatura, paga e quitada há mais de ano e dia, e com exemplares por entregar. An passand, me botaram na cara uma conta a vencer no dia 31/04/09, que eu nego e não pago.
Além de me faltar com o jornal de domingo, cassar-me o direito à leitura pela internet, a Folha me adiantou, em primeira mão, num furo de reportagem, e sem nenhuma cerimônia, que amanhã eu não vou ter jornal na porta da minha casa.
A explicação? Eles reconhecem que eu tenho jornais para receber, mas o sistema não aceita que eu seja reconhecido como humilde súdito e assinante da gloriosa mãe rainha Folha de S. Paulo, a não ser a partir da terça feira. Ou seja: essa merda de sistema é uma lástima, mesmo! Roubou o emprego do homem e funciona pior do se lá tivessem colocado um animal orelhudo. Seria o caso do padeiro que me serv
e há 2o anos (tempo que eu assino essa bosta, tudo somado) passar aqui em frente de casa, de tardinha, e dizer:
e há 2o anos (tempo que eu assino essa bosta, tudo somado) passar aqui em frente de casa, de tardinha, e dizer: "- Amanhã eu vou entregar pão na sua rua inteira. Só você vai ficar sem, porque eu não vou entregar."
Um mundo kafkaniano esse do teleatendimento.
Do vasto arsenal de desculpas que choveu na minha orelha, a mais deslavada e inútil (porque confissão de culpa) foi a de botar a responsa pela falta do jornal do dia nas costas da turma da entrega. Os bonitos pisam no tomate e a turma das galés é que fica com a fama! Como se um erro no serviço de entrega pudesse desabilitar o acesso ao jornal eletrônico... Que mentira, que lorota boa.
Do vasto arsenal de desculpas que choveu na minha orelha, a mais deslavada e inútil (porque confissão de culpa) foi a de botar a responsa pela falta do jornal do dia nas costas da turma da entrega. Os bonitos pisam no tomate e a turma das galés é que fica com a fama! Como se um erro no serviço de entrega pudesse desabilitar o acesso ao jornal eletrônico... Que mentira, que lorota boa.
A tentativa de jogar a batata quente para outrem, ainda que não tenha colado nesse caso, é compreensível: Como a entrega é terceirizada, a fama e o nome do jornal a serviço da democracia fica desassociada das suas práticas comerciais irregulares, levadas de modo irresponsavel e causadoras de dano ao consumidor.
Nesses tempos de Pallocci e Frias, pobres dos caseiros e dos entregadores de jornais ...
Que merda é essa?!!
ILUSTRAÇÃO:O pessoal retratado nas imagens não tem nada a ver com as cagadas da Folha.
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